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domingo, 8 de setembro de 2013

Superterra tem atmosfera rica em água, diz estudo

Um grupo de astrônomos diz ter detectado a assinatura da atmosfera de um planeta que não tem análogo no Sistema Solar. E ela seria rica em água.

O trabalho foi liderado por Norio Narita, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, e usou dois instrumentos do Telescópio Subaru para investigar uma superterra ao redor da estrela anã vermelha GJ 1214, localizada a 40 anos-luz da Terra. Infelizmente, esse mundo é quente demais para abrigar vida.

As superterras são planetas com tamanho intermediário entre os menores gigantes gasosos do Sistema Solar (Urano e Netuno) e os maiores planetas rochosos (Terra e Vênus).

Como não há correspondente em nosso sistema planetário, os astrônomos têm vários modelos de como podem ser esses mundos. Agora, com essa nova observação, eles parecem ter mais segurança de que não se trata de uma versão em miniatura de Netuno.

"Se fosse igual ao nosso Netuno deveria ter mais hidrogênio", afirma Cássio Leandro Barbosa, astrônomo da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) que não se envolveu com a pesquisa.

TRÂNSITO

Os pesquisadores têm a chance de analisar a atmosfera do planeta porque ele passa à frente de sua estrela periodicamente, num fenômeno conhecido como trânsito.

A luz da estrela, ao passar de raspão pelo invólucro gasoso daquele mundo, carrega sua "assinatura", que pode ser analisada pelos cientistas.

Contudo, não é fácil distinguir suas particularidades. O que os cientistas conseguiram ver é que não ocorre um espalhamento da luz que seria esperado se a atmosfera fosse rica em hidrogênio.

Sobra, portanto, o modelo que se apoia na grande presença de água. Mas os dados ainda não sugerem isso com absoluta confiança.

Por isso, os pesquisadores pretendem continuar observando, na esperança de obter mais medições que confirmem essa conclusão. O trabalho foi publicado no "Atrophysical Journal".

Robô japonês pronuncia as primeiras palavras no espaço

Kirobo, um pequeno robô japonês enviado à Estação Espacial Internacional (ISS) para fazer companhia a um astronauta nipônico, pronunciou as primeiras palavras de um robô no espaço, anunciaram os criadores do androide.

"Em 21 de agosto de 2013, um robô deu um pequeno passo para um futuro melhor para todo o mundo", disse Kirobo em uma frase que recorda a pronunciada por Neil Armstrong na Lua em 1969.


Na quarta-feira foram exibidas pela primeira vez as imagens de Kirobo no espaço, durante uma reunião do Comitê Olímpico Internacional (COI) em Buenos Aires.

Kirobo chegou à ISS no mês passado com 5,4 toneladas de material e mantimentos para os tripulantes.

Idealizado pelo especialista em robótica Tomotaka Takahashi e desenvolvido por cientistas da Universidade de Tóquio, da Toyota, da Agência de Exploração Espacial (Jaxa) e do grupo publicitário Dentsu, o pequeno Kirobo conversará com naturalidade, em japonês, com o astronauta nipônico Koichi Wakata, que chegará à ISS no fim do ano.

O androide, de 34 centímetros de altura e quase um quilo, caminha, reconhece rostos e registra imagens.

O objetivo do projeto Kirobo é estudar em que medida um robô de companhia pode dar apoio moral a pessoas isoladas durante longo período.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Meteoro deixa quase mil feridos e causa pânico na Rússia



Cerca de 950 pessoas ficaram feridas em consequência de um meteoro que atravessou o céu sobre a Rússia nesta sexta-feira (15), lançando bolas de fogo na direção da Terra, quebrando janelas e acionando alarmes de carros, afirmou o governador da região de Cheliabinsk, Mikhail Yurevich, citado pela agência pública Ria Novosti.
"O número de feridos é de 950", declarou o governador. O balanço anterior era de mais de 500 feridos na região, muitos deles por estilhaços devido à quebra das janelas. Muitos feridos foram tratados por cortes superficiais e hematomas causados pelos vidros quebrados, afirmou a polícia local à agência RIA Novosti.
O trânsito pela manhã foi detido subitamente na cidade de Cheliabinsk, nos Urais, enquanto o meteoro queimava parcialmente em sua queda ao ingressar na camada inferior da atmosfera sobre a cidade, iluminando o céu, segundo imagens exibidas pela televisão.
Os primeiros relatórios afirmaram que uma parte do meteorito caiu a 80 km da cidade de Satki, que fica 100 km ao oeste do centro regional, mas isto não foi confirmado oficialmente.
"Este meteorito foi um objeto bastante grande com uma massa de várias dúzias de toneladas", calculou o astrônomo russo Serguei Smirnov, do Observatório Pulkovo, em uma entrevista ao canal Russia 24.
Janelas de um centro esportivo ficaram destruídas após a passagem de um meteoro nos Montes Urais (Foto: Reuters)

Moradores que estavam a caminho do trabalho em Cheliabinsk ouviram um barulho que parecia ser de uma explosão, viram uma luz forte e sentiram uma onda de tremor, de acordo com um correspondente da Reuters na cidade industrial, que fica a 1.500 quilômetros de Moscou.
O objeto atravessou o horizonte, deixando um longo rastro branco em seu caminho que podia ser visto a até 200 quilômetros de distância, em Yekaterinburgo. Alarmes de carros soaram, janelas quebraram e telefones celulares tiveram o funcionamento afetado pelo incidente.
"Eu estava dirigindo para o trabalho, estava bem escuro, mas de repente veio um clarão como se fosse dia", disse Viktor Prokofiev, de 36 anos, morador de Yekaterinburgo, nos Montes Urais. "Me senti como se estivesse ficado cego pela luz", acrescentou.


Não foram relatadas mortes em consequência do meteoro, mas o presidente Vladimir Putin, que nesta sexta recebe ministros da Fazenda dos países do G20, e o primeiro-ministro Dmitry Medvedev foram notificados sobre os acontecimentos.
Não há informações sobre a relação da queda do meteorito com a passagem, nesta sexta, de um asteroide de 50 metros de comprimento a 27.700 km acima da superfície da Terra. A distância é menor do que a órbita dos s
A agência espacial americana Nasa divulgou nota afirmando que não há relação entre o meteoro na Rússia nesta sexta-feira (15) e o asteroide 2012 DA14, que passou perto da Terra nesta sexta.
Segundo os cientistas americanos, as análises do meteoro ainda são preliminares, mas o sentido em que ocorreu a queda é oposto ao da viagem do asteroide: os vídeos do meteoro mostram ele passando da esquerda para a direita do sol nascente, o que significa que voava do norte para o sul. O asteroide, por sua vez, tem trajetória sul-norte, destaca a agência dos EUA. Isso faz com que sejam objetos "completamente não relacionados", afirma a Nasa.
Alguns veículos da imprensa chegaram a informar que uma chuva de meteoritos teria caído sobre os Urais.


"Não foi uma chuva de meteoritos, mas um meteorito que se desintegrou nas camadas baixas da atmosfera", disse à agência "Interfax" a porta-voz do Ministério para Situações de Emergência da Rússia, Elena Smirnij.
Elena acrescentou que a onda expansiva provocada pela queda do corpo celeste quebrou as janelas de "algumas casas na região".
O ministério das Situações de Emergência disse que os níveis de radiação na região não mudaram e que 20 mil socorristas foram enviados para ajudar os feridos e localizar os que precisam de ajuda.

Fonte: G1




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

ESA divulga imagem de Vênus se comportando como um cometa

Observações espaciais revelam a influencia dos ventos solares sobre a atmosfera do nosso vizinho.



( Fonte da imagem: ESA )

De acordo com a ESA — agência espacial europeia —, a imagem que você acabou de ver acima não mostra um cometa gigante viajando pelo Universo. Na verdade, a ilustração revela o comportamento da ionosfera de Vênus durante um período com ventos solares de baixa pressão.

Segundo a agência, ao contrário da ionosfera da Terra, que se mantém relativamente estável devido ao forte campo magnético do nosso planeta, em Vênus — que não possui um campo magnético — essa região da atmosfera tem o seu formato e densidade determinados através da influência dos ventos solares.

Planeta-cometa

Contudo, a extensão dessa influência era pouco conhecida até agora, e graças às observações realizadas pela sonda Venus Express, os pesquisadores conseguiram avaliar o que acontece com a atmosfera de um planeta que não apresenta campo magnético. Durante as observações que resultaram na imagem divulgada, a densidade dos ventos solares era 50 vezes menor do que o normal, permanecendo dessa forma por 18 horas seguidas.

A ionosfera com formato de cauda de cometa começou a se formar entre 30 e 60 minutos após a diminuição da pressão dos ventos solares, e depois de um intervalo equivalente a dois dias terrestres, a ionosfera já contava com o dobro do tamanho do raio de Vênus. Assim, de acordo com os cientistas, as observações revelaram que até mesmo os períodos de pouca atividade solar são capazes de influenciar fortemente os nossos planetas vizinhos.

Fonte: ESA, MegaCurioso

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Deep Space Industries é a segunda empresa a se voltar para a mineração de asteroides


A Deep Space Industries, empresa americana focada na mineração espacial, anunciou no dia (22) que vai lançar, a partir de 2015, pequenas sondas espaciais para explorar os minerais e outros recursos encontrados nos asteroides em nosso Sistema Solar situados entre as órbitas de Marte e Júpiter.

A empresa acredita que os humanos estão prontos para começar a colher recursos do espaço para o uso no espaço em missões espaciais e para aumentar a riqueza e prosperidade das pessoas na Terra.

Por tanto sua missão é localizar, explorar, coletar e utilizar o vasto número de asteroides presentes do cinturão de asteroides do Sistema Solar.








Concepção de assentamento humano espacial conectado a asteroide para fornecimento de recursos básicos
A estratégia da Deep Space Industries é ser práticos e criativos, dando passos pequenos mas contínuos. As sondas exploratórias que eles devem enviar serão econômicas e criadas com elementos em miniatura de satélites existentes.

Elas vão ser enviadas ao espaço a um preço acessível, pegando carona em lançadores de missões maiores usados para transportar astronautas ou grandes satélites de comunicação.

Com esses planos a Deep Space Industries está começando a buscar investidores e clientes para suas atuações. E também está trabalhando junto à Nasa e outras entidades para descobrir os primeiros asteroides mais promissores para a exploração de minerais.

Os planos deles são lançar sondas pequenas de até 25 kg em 2015 e a partir de 2016 enviar sondar mais pesadas de 32 kg capazes de contatar os asteroides e iniciar a análise no local.

A recém-lançada Deep Space Industries é a segunda empresa a se voltar para a prospecção e exploração de minerais presentes em asteroides. A primeira foi a Planetary Resources, criada em abril de 2012 pelo presidente da Google, Larry Page, e pelo cineasta James Cameron.

Fonte: FolhaOnline


sábado, 5 de janeiro de 2013

Planeta gêmeo da Terra pode ser descoberto em 2013

Cientistas apostam que exoplanetas habitáveis pela raça humana devem finalmente ser encontrados.

(Fonte da imagem: Reprodução/NASA)

Já faz alguns anos que os astrônomos de todo o mundo estão encontrando exoplanetas espalhados pelas galáxias — um exoplaneta é um planeta que não faz parte do Sistema Solar. Mas até agora nenhum dos encontrados possui características que permitam a sobrevivência de vida humana neles — alguns são muito quentes e outros muito frios, apenas para citar dois exemplos.

Mas cientistas da Universidade da Califórnia, Berkeley (Estados Unidos) afirmam que em 2013 os resultados devem ser bem diferentes. Os pesquisadores afirmaram ao Space que “Os primeiros planetas com dimensões, órbita e fluxo de estrela incidente capazes de abrigar vida devem ser anunciados em 2013”. Ou seja, espera-se a divulgação da descoberta de um planeta gêmeo da Terra.

Uma das principais ferramentas nesse processo deve ser o HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), que já foi responsável pela localização de outros corpos celestes. Pesquisadores da Universidade de Hertfordshire (Reino Unido) dizem que devem existir mais de 5 milhões de planetas habitáveis em todo o universo. Será que encontraremos novas casas para os seres humanos?

Fonte: Space, SlashGear


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Telescópio Hubble 3 será criado para analisar exoplanetas habitáveis

Conceito do ATLAST (Fonte da imagem: Reprodução/STCI)

Um dos principais telescópios de exploração espacial da NASA é o James Webb Space Telescope (também conhecido como Hubble 2.0), que só vai ser lançado em 2013. Apesar de haver a previsão para ótimos resultados nos 10 anos em que o sistema ficará em funcionamento, já existem planos para a criação de uma versão ainda mais poderosa.

Estamos falando do ATLAST (Advanced Technology Large-Aperture Space Telescope), que também pode ser chamado de Hubble 3.0. O nome foi escolhido devido à grande abertura das lentes utilizadas, que devem permitir a captura de imagens e análise de exoplanetas em distâncias muito maiores – fala-se em 200 anos-luz.

Para isso, o ATLAST terá um espelho de 16 metros utilizado em sua lente – quase dez metros maior do que o instalado no James Webb. Além disso, a resolução angular do sistema de captura pode garantir até 10 vezes mais qualidade que a atual geração – e 2 mil vezes mais do que o primeiro Hubble oferecia para a NASA.

Conceito do ATLAST (Fonte da imagem: Reprodução/STCI)

Exoplanetas? O que é isso?

No título desta notícia, dissemos que a NASA pretende analisar a atmosfera e a superfície de exoplanetas habitáveis. Mas o que isso significa? A Agência Espacial Norte-Americana quer descobrir se é possível encontrar vida – ou saber se já existiu vida – em planetas que orbitam estrelas que não sejam o sol. Ou seja, o foco do projeto é conhecer outros sistemas planetários.

Com a potência do novo telescópio espacial, a NASA pretende analisar espectros em busca de qualquer sinal de vida extraterrestre – não necessariamente humanoides em civilizações, mas qualquer manifestação animal, vegetal ou mesmo de bactérias. A previsão é que o ATLAST  seja lançado entre 2025 e 2035, ficando até 20 anos em atividade.








terça-feira, 16 de outubro de 2012

Planeta com quatro sóis é descoberto por astrônomos nos EUA

Astrônomos da Universidade Yale, nos EUA, e cientistas amadores do projeto Planet Hunters (Caçadores de Planetas) identificaram o primeiro sistema planetário com quatro sóis, a cerca de 5 mil anos-luz da Terra.


O planeta PH1, um provável gigante gasoso pouco maior que Netuno e seis vezes maior que a Terra, orbita duas estrelas que, por sua vez, são orbitadas por outro par de astros distantes. O fenômeno é chamado de "planeta circumbinário em um sistema de quatro estrelas".
A descoberta foi feita em uma revisão de dados do telescópio Kepler, da agência espacial americana (Nasa). Até hoje, apenas seis planetas são conhecidos por orbitar dois sóis, mas nenhum deles são circundados por um sistema binário distante, como nesse caso. Lançado em março de 2009, o Kepler tem como objetivo pesquisar exoplanetas – planetas fora do Sistema Solar – semelhantes à Terra que giram em volta de estrelas.

Planeta PH1 aparece em primeiro plano, à dir., com estrelas ao fundo (Foto: Haven Giguere/Yale University)

A concepção artística acima mostra em primeiro plano o planeta PH1, descoberto pelos voluntários Kian Jek e Robert Gagliano, do Planet Hunters – criado em 2010 para estimular cientistas amadores a identificarem exoplanetas.
Em seguida, astrônomos profissionais dos EUA e da Grã-Bretanha fizeram observações e medições com os telescópios Keck, localizados no monte Mauna Kea, no Havaí.
O PH1 dá uma volta completa ao redor das duas estrelas a cada 137 dias. A Terra, por exemplo, conclui um giro em torno do Sol a cada 365 dias – ou um ano. Um dos astros tem massa 1,5 vez a do Sol e o outro, 0,41.
Já as outras duas estrelas mais afastadas ficam, em relação ao PH1, a uma distância de cerca de 900 vezes o espaço entre a Terra e o Sol.
Os resultados do trabalho foram apresentados nesta segunda-feira (15) na reunião anual da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Astronômica Americana, na cidade de Reno, Nevada, no oeste dos EUA. Os pesquisadores também enviaram o estudo para avaliação da revista especializada "Astrophysical Journal".

Fonte: G1


Vídeo mostra salto da estratosfera por câmera instalada em austríaco


Imagens registradas por uma câmera instalada no corpo do austríaco Felix Baumgartner, que saltou da estratosfera neste domingo (14), mostram de foram mais detalhada como foi sua queda de uma altura de mais de 39 mil metros. Veja o vídeo.

As imagens mostram quando o corpo de Baumgartner ficou em parafuso, e também possibilitam uma melhor apreensão do que ele via durante a queda.
Baumgartner afirmou que enfrentou problemas na queda, mas a situação já havia sido antecipada. Segundo ele, os giros previstos para a queda acabaram sendo muito violentos, mas a situação foi contornada. Outra dificuldade do salto foi que o piloto perdeu contato com a central responsável pela missão por alguns momentos durante a queda.

Imagem gravada por câmera instalada no corpo de Felix Baumgartner durante salto da estratosfera (Foto: Reprodução)

Segundo dados da Associação Aeronáutica Nacional dos Estados Unidos, o piloto superou a velocidade do som durante o salto, atingindo 373 metros por segundo (a velocidade do som é de pouco mais de 340 metros por segundo). A associação é o braço norte-americano da Organização Internacional de Recordes.


Brian Utley, representante da associação que analisou os dados do voo, afirmou que o salto foi de pouco mais de 39 mil metros e o tempo de queda livre chegou a 4 minutos e 20 segundos.
“Quando eu estava lá, no topo do mundo, eu não pensava mais em quebrar recordes. Você fica humilde, você só quer voltar vivo. Foi a coisa mais importante do mundo, quando eu estava lá”, disse Baumgartner, na coletiva de imprensa concedida depois do salto.
Salto
Baumgartner saltou de uma cápsula levada por um balão à estratosfera por volta das 15h05. Às 15h11, o paraquedas abriu. Às 15h16, ele chegou ao solo. O salto estava marcado inicialmente para a terça-feira (9), mas foi cancelado devido aos fortes ventos.
O balão que levou a cápsula até a estratosfera começou a subir às 12h30. A subida, que demorou 2h30, atrasou várias horas devido ao vento excessivo em Roswell, nos Estados Unidos, local escolhido para a realização da missão.
Horas antes, Baumgartner colocou seu traje pressurizado, que o protegeu das temperaturas de até 70 graus abaixo de zero registradas na estratosfera e que aclimatou seu corpo antes do lançamento.

Austríaco Felix Baumgartner saltando da cápsula na estratosfera (Foto: Globo News)

Fonte: G1

Nasa divulga novas informações sobre asteroides 'misteriosos'

Troianos de Júpiter em ilustração da Nasa (Foto: Nasa/Divulgação)

Dados de satélite da Nasa revelaram novas informações sobre a coloração dos chamados “troianos de Júpiter”, asteroides que circulam ao redor do Sol na mesma órbita de Júpiter e cuja origem é desconhecida.
Segundo informou a agência espacial americana nesta segunda-feira (15), é a primeira vez que se obtêm dados mais específicos sobre as cores dessas rochas, que têm predominantemente uma superfície escura avermelhada e opaca.
Os troianos de Júpiter se dividem em dois grupos – um antecede Júpiter e outro “segue” o planeta em sua órbita. Os dados do satélite apontam que o grupo que viaja “na frente” é mais numeroso.
A origem desses asteroides seguem sendo um mistério, mas as novas observações, feitas com o satélite WISE, permitem tirar novas conclusões – por exemplo, que os troianos não têm semelhança com os objetos do Cinturão de Asteroides. Também ficou claro que os dois grupos de troianos são semelhantes entre si, segundo a Nasa.

Fonte: G1


Cientistas acham planeta com a massa da Terra em sistema 'vizinho'


Astrônomos europeus descobriram um planeta com quase a mesma massa da Terra que orbita uma estrela no sistema mais próximo de nós, o Alpha Centauri, a apenas 4,3 anos-luz de distância. Segundo os cientistas, esse exoplaneta – nome dado a planetas fora do Sistema Solar – é o primeiro corpo celeste "leve", parecido com o nosso, encontrado ao redor de uma estrela como o Sol.

O achado aparece na edição online da revista "Nature" desta quarta-feira (17). O planeta, porém, fica fora da chamada "zona habitável" – distância da estrela principal onde a água, se estivesse presente, estaria em estado líquido –, o que significa que esse não é um "irmão gêmeo" da Terra.
Apesar disso, os autores dizem que as técnicas de observação usadas nesse estudo são capazes de atingir a precisão necessária para pesquisar outros planetas semelhantes ao nosso.
A equipe do Observatório da Universidade de Genebra, na Suíça, e do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, em Portugal, contou com a ajuda de um instrumento chamado Harps, instalado em um telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO), na localidade de La Silla, no norte do Chile.

Sistema Alpha Centauri é o mais próximo do Sistema Solar, a 4,3 anos-luz da Terra (Foto: ESO/Divulgação)

Na concepção artística acima, o planeta está perto da estrela Alpha Centauri B – semelhante ao Sol, embora menor e não tão intensa –, e à direita da Alpha Centauri A, uma das mais brilhantes do Hemisfério Sul. Esses dois astros, junto com outro mais fraco, avermelhado e perto da Terra, chamado Proxima Centauri, formam um sistema estelar triplo na constelação do Centauro.
O planeta fica a uma distância aproximada de 6 milhões de quilômetros da Alpha Centauri B, muito mais perto do que Mercúrio está do Sol, e demora 3,2 dias para orbitar a estrela – enquanto aqui na Terra, levamos 365 dias para dar uma volta completa ao redor do Sol.
Segundo o principal autor do estudo, Xavier Dumusque, do Observatório da Universidade de Genebra, as observações foram feitas durante mais de quatro anos. Os sinais da existência do planeta são pequenos, mas reais. A equipe detectou esse corpo ao identificar desvios de movimento da estrela Alpha Centauri B, criados pela ação gravitacional do planeta em volta.

Alpha Centauri A é vista a partir de imagens do banco de dados Digitized Sky Survey 2. O astro parece muito grande, mas é a impressão causada pela radiação dispersa na emulsão fotográfica (Foto: ESO/Divulgação)

De acordo com os astrônomos, essa interação faz com que a estrela se desloque para a frente e para trás a 51 centímetros por segundo, ou 1,8 km por hora, velocidade correspondente a um bebê engatinhando.
Outros exoplanetas
O primeiro exoplaneta a orbitar uma estrela como o Sol foi visto por essa mesma equipe em 1995. Desde então, já foram descobertos outros 800. Apesar disso, a maioria dos planetas são maiores que a Terra e muitos são tão grandes quanto Júpiter – o gigante do Sistema Solar. A massa mínima desse "novo" planeta foi estimada, mas a previsão geralmente se aproxima da massa real.

O grande desafio dos cientistas agora é encontrar um planeta com massa comparável à da Terra que orbite uma estrela como o Sol e esteja a uma distância dele favorável à vida. Na opinião da coautora Stéphane Udry, também de Genebra, esse pode ser um planeta em um sistema com vários deles. Isso porque, segundo achados anteriores, corpos celestes pequenos assim costumam estar em sistemas mais amplos.

Fonte: G1




sábado, 13 de outubro de 2012

NASA planeja novas missões em Marte envolvendo humanos


NASA planeja novas missões em Marte envolvendo humanos 
(Fonte da imagem: Reprodução/NASA)
Segundo uma notícia publicada pelo site New York Newsday, embora a missão da sonda espacial Curiosity no Planeta Vermelho tenha apenas começado, a NASA já está cheia de projetos para continuar a exploração de Marte, só que agora envolvendo astronautas.
De acordo com a publicação, a agência espacial tem planos de coletar amostras de rochas e solo no planeta, e os astronautas serviriam como uma espécie de “entregadores”, obtendo esses materiais e encaminhando-os à Terra para análise. Os humanos se encontrariam em uma base na metade do caminho entre os dois planetas, evitando uma série de riscos ao não precisarem pousar em Marte para buscar as amostras.
Até o momento, a NASA tem explorado o Planeta Vermelho através de orbitadores e sondas espaciais como a Curiosity, e o próximo passo seria enviar robôs para que fosse possível obter materiais para serem estudados com mais profundidade aqui no nosso planeta. Entretanto, embora a agência norte-americana tenha planos de enviar astronautas a Marte por volta de 2030, o projeto envolvendo a base no meio do caminho poderia ocorrer bem antes disso.

NASA está desenvolvendo micróbios para criar materiais de construção em Marte


NASA está desenvolvendo micróbios para criar materiais de construção em Marte 
(Fonte da imagem: Reprodução/NASA)
Um dos principais obstáculos existentes para a construção de uma base humana em Marte é a dificuldade de enviar materiais de construção até o planeta. Pensando nisso, a NASA está usando técnicas de biologia sintética para desenvolvedor um verdadeiro exército de micróbios capaz de transformar as propriedades dos materiais encontrados no Planeta Vermelho.
Assim que tais criaturas forem deixadas em solo marciano, passarão a transformar elementos do lugar em blocos de construção que poderão ser usados na fabricação de habitações humanas. A ideia é que a alimentação dos micróbios seja feita a partir da ureia encontrada na urina dos astronautas, que seria transformada em amônia durante o processo de digestão.
Com isso, o ambiente marciano se tornaria alcalino o bastante para propiciar a formação de carbonato de cálcio. Isso permitiria transformar o ambiente rochoso do planeta de maneira o suficiente para que a produção de tijolos de construção fosse iniciada.
O time de pesquisadores responsável pelo projeto acredita que os micróbios podem ser modificados de forma a gerar materiais como óleos, plásticos e até mesmo combustíveis a partir dos materiais encontrados em Marte. Os primeiros testes da novidade devem ser feitos em missões nas quais unicamente robôs estão envolvidos — somente após o uso deles se provar realmente seguro é que a novidade deve ser empregada em viagens envolvendo humanos.
Fonte: New Scientist

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